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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Tomando decisões — O caminho da literatura - III

Ok, vamos lá então para o que Heber Campos Jr. realmente propõe no seu livro. Para trilhar a vereda das decisões, ele sugere quatro caminhos: o da reflexão, o do aconselhamento, o da suspeita e o da espera. Pretendo seguir o livro à risca e trilhá-los um a um. 

O caminho da reflexão, segundo o autor, é o caminho pelo qual vamos usar a palavra de Deus e a nossa mente racional para ponderar sobre as decisões com base em princípios bíblicos. Ele entende que direção é muito mais uma questão de pensar do que de sentir. O autor nos convida a pesar os prós e os contras, a pensar em consequências de longo prazo, a decidir com base nos nossos dons e talentos. Tudo isso usando a Escritura como base para nos nortear. 

Bom, é isso que vou tentar fazer agora.


Heber Campos Jr. comentou que um dos grandes problemas hoje é que temos tanto acesso à leitura bíblica, mas pouco meditamos nela. Em tempos passados, o povo não tinha acesso às Escrituras, mas mesmo assim eram chamados a meditar nela. Levei isso em consideração e estou lendo Eclesiastes, buscando a direção por meio da sabedoria. Nessa pouca leitura, tenho visto algumas coisas. Não vou conseguir falar de todas, mas gostaria de destacar uma delas. 

Salomão constantemente fala da vaidade, da vida debaixo do sol e como ela é, em si, fútil, vazia, como vapor que logo desaparecer. Ele está certo, é claro. A vida debaixo do sol, ou seja, longe de Deus, é assim mesmo. E quando ele fala do trabalho, de como isso é correr atrás do vento, eu fiquei imaginando que minha literatura foi isso. Muito, mas muito trabalho mesmo, pra no final simplesmente não dar em nada. Teve um efeitozinho ali e acabou.

Assim seria minha perspectiva se eu não considerasse que o meu trabalho também foi acima do sol. Desde o começo minha literatura foi para servir aos outros, tenho isso muito claro na minha cabeça. Será que perdi isso ao longo do trajeto? É muito provável. Mas o ponto que quero apontar aqui é que o trabalho realizado por mim em algum momento acaba. É a natureza do próprio trabalho. 

Justamente porque Deus nos convida a viver e obedecer à sua vontade preceptiva, Deus está mais interessado no processo (em como eu trabalho) do que no resultado. Paulo plantou, Apolo regou. O trabalho deles foi de processo, não de resultado. Deus não precisa de mim para o resultado, ele só quer me abençoar me dando diferentes trabalhos. Logo, se minha literatura acabou no Brasil, não devo me vitimizar, mesmo tendo sido um trabalho acima do sol. O resultado não é meu.

Isso torna mais leve o meu caminhar. Se eu sigo com a perspectiva da vida acima do sol, eu não preciso me preocupar com o resultado, eu já sei onde vou chegar. O mais importante é eu olhar para a estrada e ter certeza de que a viagem vai ser bem feita. Quem diria que simplesmente ouvir e se render à vontade de Deus torna as coisas mais simples?


O caminho da reflexão não vai acabar aqui, ele vai seguir concomitante a todos os outros. Mas quis deixar esse insight aqui pra mostrar como esse caminho é valioso. Quantas vezes já não li Eclesiastes? Porém essa foi a primeira vez que pensei dessa forma, aplicando à minha realidade. É bênção do Senhor, que só posso ter por meio das Escrituras.

A próxima etapa seria uma abordagem bem prática e intelectual da questão. Até comecei a escrever aqui os prós e os contras, mas percebi que o post ia ficar grande demais, além de ser meio estranho mudar de tema tão abruptamente. 

Por enquanto, fica essa reflexão sobre como tenho encarado a literatura e como preciso ainda aprender mais caso eu de fato queira servir bem ao Senhor por meio desse dom. Que Deus me capacite, para que eu seja uma boa ferramenta de trabalho em suas mãos.

Seja Deus vosso guia e vossa luz.
S.D.G.

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